Virou notícia em todo Brasil e lá fora: Dark Horse, futuro filme que conta a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, pode ter sido financiado em grande parte por Daniel Vorcaro, do Banco Master, que foi apreendido acusado de comandar a maior fraude financeira da história do Brasil.
Quem revelou essa informação foi o The Intercept Brasil, que informou mensagens de texto e áudio entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro, filho mais velho de Jair e pré-candidato à presidência este ano. Na conversa, Flávio pede dinheiro ao banqueiro para pagar a produção do filme.
Segundo investigação da Globo, a produtora do longa-metragem diz que Vorcaro pagou por 90% dos gastos do filme até aqui: por volta de US$ 13 milhões (R$ 65,7 milhões).
Mas o montante pode ser maior. Conforme o The Intercept, Flávio teria pedido R$ 134 milhões para Vorcaro para tornar viável o longa. Em dólares, na cotação atual, por volta de US$ 26,7 mi.
Se esse orçamento for real, isso coloca Dark Horse como o filme brasileiro mais caro já produzido.
Não chega a ser uma grana de blockbuster de Hollywood, que faz megaproduções acima de US$ 100 mi, US$$ 200 mi. Mas é um valor considerável para boa parte da indústria americana.
No teste abaixo, juntamos filmes de diferentes gêneros e épocas e os comparamos com o suposto orçamento de Dark Horse. Dê uma olhada:
Grana em caixa não é indicador de qualidade nem de sucesso na bilheteria, claro. Mas examinar o custo de vários longas ajuda a compreender como dá para seguir por vários caminhos dentro do showbiz: torrar dinheiro numa comédia ou economizar num filme de ação, por exemplo. Planilhar os gastos é quase um modo de arte também.


