A Receita Federal registrou 27.184 declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 retidas em malha fiscal nas nove cidades da Baixada Santista. O número representa aproximadamente 5% das 538.618 declarações efetivamente entregues na área, que tinha expectativa de receber 553.840 declarações neste ano.
Santos concentra o maior número de declarações retidas na área, com 10.827 contribuintes na malha fina, o equivalente a 5,8% das 187.600 declarações entregues. Na sequência aparecem Praia Grande, com 4.565 declarações retidas (4,5% de 102.227 enviadas), São Vicente, com 4.422 casos (5,4% de 81.230), Guarujá, com 3.482 declarações retidas (4,8% de 72.337), Cubatão, com 1.360 casos (4,4% de 30.590), Itanhaém, com 923 ocorrências (4,1% de 22.695), Peruíbe, com 621 declarações retidas (4% de 15.413), Bertioga, com 549 casos (3,6% de 15.171) e Mongaguá, com 435 declarações na malha fiscal (3,8% de 11.355 entregues).
Especialista em tributação e contabilidade e sócio do Grupo MCR Contabilidade e Auditoria, Mafrys Gomes explica que a retenção da declaração na malha fina, na maior parte dos casos, fica relacionada a inconsistências ou divergências nas informações apresentadas através do próprio contribuinte.
“É fundamental que o contribuinte preencha a declaração com atenção, conferindo os informes de rendimento, despesas médicas, dados dos dependentes e demais informações que precisam estar em conformidade com os registros apresentados por empresas, instituições financeiras e prestadores de serviços à Receita Federal. Pequenos erros ou informações incompletas podem levar à retenção da declaração”, afirma Mafrys Gomes.
De acordo com o especialista, quem reconhecer algum erro pode fazer a retificação da declaração e regularizar a situação, desde que não exista um procedimento de fiscalização em andamento.
“O contribuinte não deve ignorar a pendência. O acompanhamento da declaração nos canais da Receita Federal permite verificar o motivo da retenção e tomar as providências necessárias para evitar problemas futuros”, orienta Mafrys Gomes.
A Receita Federal destaca que cair na malha fina não significa, necessariamente, que houve não conformidade. O procedimento é uma etapa de conferência mais detalhada das informações prestadas e pode ser resolvido com a correção de dados ou a apresentação dos documentos comprobatórios solicitados.
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Com informações de Santaportal


