Um inspetor de alunos investigado por suspeita de estuprar duas crianças de cinco anos dentro de uma escola municipal de Itanhaém, no litoral de São Paulo, deixou o Centro de Detenção Provisória (CDP) I de Pinheiros, na Capital, quinta-feira agora (20), depois de duas semanas.
De acordo com a Secretaria da Gestão Penitenciária (SAP), o homem é egresso da unidade desde o dia 20. A revogação da prisão, ainda assim, não termina as investigações sobre o caso.
O inspetor precisará cumprir medidas cautelares determinadas através da Justiça. O Santa Portal procurou o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), entretanto, para saber mais detalhes da decisão. No entanto, a entidade alegou que o processo tramita sob segredo de justiça. Por isso, as informações e documentos nos autos são de acesso restrito às partes envolvidas e advogados constituídos.
O caso
O homem é investigado através da suspeita de cometer crimes contra duas crianças de cinco anos dentro da Escola Municipal Walter Arduini, em Itanhaém. O caso é apurado através da Polícia Civil por intermédio da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a autoridade policial faz diligências para esclarecer as circunstâncias dos fatos.
A Prefeitura Municipal de Itanhaém informou que repudia “veementemente qualquer conduta que atente contra a integridade de seus alunos” e afirmou tratar o caso com “máxima prioridade e rigor”.
Assim que tomou conhecimento das denúncias, a Secretaria de Educação determinou o afastamento preventivo do servidor e abriu um processo administrativo para apurar o caso internamente.
A gestão municipal também informou ter entregue à Polícia Civil imagens do sistema de monitoramento da escola e relatórios técnicos elaborados através da equipe da unidade.
As famílias das crianças, segundo a Prefeitura, recebem suporte e acolhimento durante a apuração. O investigado responde ao caso em liberdade, sob as medidas cautelares determinadas através da Justiça. As suspeitas ainda são investigadas e não existe, até o momento, condenação.
Com informações de Santaportal


