A Prefeitura Municipal de Itanhaém, no litoral de São Paulo, assinou um convênio de R$ 1,68 milhão para fazer estudos sobre o assoreamento da foz do Rio Itanhaém, problema histórico que afeta a navegação, a atividade pesqueira e o turismo náutico. A iniciativa busca atualizar o conhecimento científico sobre a área e reconhecer alternativas para confrontar o avanço do acúmulo de areia.
Do total de R$ 1.686.926,58 previstos, R$ 1.498.226,82 serão repassados através do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro). A contrapartida municipal será de R$ 188.699,76, através da disponibilização de mão de obra técnica da Prefeitura durante de 24 meses.
Os estudos serão desenvolvidos com levantamentos modernos e modelagem computacional para examinar a influência das ondas, marés, correntes marítimas e do transporte de sedimentos na formação do assoreamento. As simulações também precisarão permitir a avaliação de alternativas e de seus possíveis impactos na foz do rio e no ambiente costeiro.
Estudos vão atualizar pesquisas iniciadas em 1991
A nova etapa dará continuidade ao conhecimento produzido através do Laboratório de Hidráulica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), que realizou pesquisas sobre a barra entre 1991 e 2003. A proposta é atualizar os dados sobre a área e compreender melhor a dinâmica costeira depois de décadas desde o começo dos levantamentos.
O foi aprovado projeto através do Comitê da Bacia Hidrográfica da Baixada Santista e conta com a parceria da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Itanhaém (AEAI), que contribuirá com o conhecimento técnico de profissionais locais.
“Estamos alinhados com uma política pública séria, que busca resolver problemas históricos da cidade com planejamento e responsabilidade”, falou o de Defesa do Meio Ambiente e Bem-Estar Animal, César Ferreira.
A fase que se segue será a contratação de uma instituição de ensino ou pesquisa responsável através da execução dos serviços. Caso os estudos identifiquem uma alternativa considerada adequada, a instituição também necessitará elaborar o projeto correspondente.
Com início dos resultados, a Prefeitura conseguirá buscar os recursos necessários para tornar viável a implantação da solução. Por isso, o convênio estima inicialmente a realização de estudos técnicos, e não a execução imediata de obras na foz do Rio Itanhaém.
Com informações de Santaportal


