Além do acidente com uma embarcação de passeio que ocorreu no domingo anterior (29), na área da Garganta do Diabo, em São Vicente, com duas mortes confirmadas, o Litoral da grande São Paulo tem outro ponto histórico de naufrágios. E fica localizado na Boca da Barra, em Itanhaém, onde já ocorreram vários acidentes com embarcações de pesca e de passeio.
No mês de janeiro deste ano, uma turista de 30 anos, de Taboão da Serra, morreu depois de a embarcação que ela estava naufragar na Boca da Barra, em Itanhaém. A embarcação tinha três ocupantes e estava perto da Pedra do Carioca, que se encontra na Boca da Barra.
Apenas em 2019, foram registrados sete acidentes e duas mortes com embarcações de pesca e turísticas na altura da Boca da Barra, em Itanhaém.
Por que o local é perigoso?
Na Boca da Barra, onde realiza-se o encontro do rio Itanhaém com o mar, ocorrem fortes correntes marítimas e um grande impacto sobre o relevo. Isso realiza-se devido aos diferentes níveis de erosão provocados através da água do rio na areia.
No mês de julho de 2019, ocorreu um encontro entre a Marinha, a prefeitura de Itanhaém e a sociedade civil para discutir medidas de segurança e de prevenção na navegação na Cidade.
O capitão Carlos Augusto Couto Júnior, chefe do Departamento de Segurança do Tráfego Aquaviário da Capitania dos Portos de São Paulo, afirmou, na época, entre as medidas de segurança necessitaria haver uma sinalização no segmento da Boca da Barra, por intermédio de estudos no local.
E que apesar de a fiscalização ser competência da Marinha, a intenção era de firmar um convênio com a prefeitura para atuar em conjunto e fiscalizar as motos aquáticas e lanchas de recreio. Outra proposta seria ter um monitoramento por imagens no local.
A Associação dos Engenheiros e Arquitetos havia montado um grupo de trabalho para debater sobre as medidas de prevenção.
A engenheira civil Rosana Bifulco, ex-secretária de Meio Ambiente da prefeitura, também defendeu a fiscalização que poderia ser realizada por intermédio de parceria entre os poderes municipal, estadual e federal e a iniciativa privada.
Explicou ainda que necessitaria haver um treinamento voltado aos donos de embarcações de passeio e de pesca.
Rosana explica que o canal do rio, na Boca da Barra se movimenta todos os dias e tem uma variação grande conforme as condições da maré e do tempo.
Entretanto, até o momento, ainda não foram tomadas medidas de prevenção e de segurança para impedir acidentes e naufrágios com as embarcações, no segmento da Boca da Barra, em Itanhaém.
Com informações do Diario do Litoral


