A Praia do Taniguá, que divide os municípios de Itanhaém e Peruíbe, foi o cenário de duas tragédias em um curto espaço de tempo neste final de semana. Conheça um pouco mais sobre o local, que é famoso também pelas aves limícolas.
No sábado (8), centenas de peixes mortos apareceram na praia, deixando as autoridades preocupadas e muita gente triste. Ainda não se sabe o motivo exato de os peixes terem aparecido ali nessas condições, mas a hipótese mais aceita é que foram descartados por uma embarcação de grande porte, conforme com a prefeitura. Ninguém foi penalizado.
No domingo (9), um avião de pequeno porte caiu próximo da Aldeia Indígena Awa Porungawa Dju, que se encontra na Terra Indígena Piaçaguera, um território habitado através do povo tupi-guarani e reconhecido por sua importância cultural e ambiental. Dos dois tripulantes, um morreu, e o outro fica hospitalizado em estado grave. Os órgãos responsáveis ainda investigam o acidente.
Desde 2019, os biólogos Bruno Lima e Karina Avila estudam as aves limícolas na Praia do Taniguá, um local de descanso para diversas espécies migratórias. Existe um dia destinado à recepção desse tipo de ave, que é 9 de maio. Existe um estudo para que a área se torne uma unidade de conservação municipal, e, no ano passado, Peruíbe recebeu o título de “Cidade das Aves”.
Outra característica interessante do local é que ele é um dos poucos da Baixada Santista onde a mata vem lá do alto da Serra do Mar beijar a areia da praia, formando um dos raros trechos de mata contínua da praia até as montanhas.
O local também quase foi um porto, chamado de forma oficial de Porto Brasil, projeto do empresário brasileiro Eike Batista. O investimento previsto era de três bilhões de dólares, com a pretensão de ser o maior e mais moderno porto da América Latina. Sua construção foi suspensa por tempo indeterminado em 2008.
E você? Conhecia as características do local?
Com informações do Diario do Litoral


