Pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco vão voltar a monitorar os tubarões do estado com microchip, projeto que tinha sido interrompido através do governo existe 11 anos. O novo edital foi lançado no mês de janeiro e o Núcleo de Educação Ambiental do Departamento de Pesca e Aquicultura da instituição foi contemplado. O monitoramento começa no mês de julho.
O programa busca compreender os padrões de deslocamento e comportamento das espécies de tubarão que frequentam a costa pernambucana, com o intuíto de subsidiar políticas públicas de prevenção de incidentes.
Serão monitoradas duas espécies: o tubarão-cabeça-chata e o tubarão-tigre. Ambos são associados à maioria dos incidentes com tubarões no estado, inclusive os dois casos desta semana estão associados a eles.
O consiste em prender os tubarões, marcá-los com um chip transmissor e, em seguida, devolvê-los ao mar. O novo sistema é baseado em marcas ultrassônicas acopladas aos animais e em receptores que serão instalados no espaço da costa para registrar a passagem dos pessoas monitorados. Dessa maneira, é provável acompanhar o padrão de deslocamento e a forma como os tubarões utilizam o espaço no espaço do litoral.
Incidentes com tubarões em Pernambuco O estado registra incidentes com tubarões desde o começo da década de 1990. Desde 1992, Pernambuco registrou 84 ataques, segundo o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit). Dois deles ocorrem com um pouco mais de 24 horas, entre domingo (31/5) e segunda-feira (1°/6). Do total de incidentes registrados, 70 ocorreram no Grande Recife e 14 em Fernando de Noronha.
Esses dois últimos incidentes aconteceram a uma distância de menos de 10 km um do outro e foram provocados por tubarões de espécies diferentes.
No domingo, um garoto de 11 anos foi atacado por um tubarão-cabeça-chata na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. Já na segunda, uma jovem de 19 anos teve a perna amputada por um tubarão-tigre, de aproximadamente três metros de comprimento, na praia de Boa Viagem.
Prevenção é o caminho O Núcleo de Educação Ambiental da UFRPE alerta os banhistas para alguns indicadores que podem amparar a impedir incidentes com tubarões. Veja as dicas:
Atenção à água turva, que diminui a visibilidade, e à maré alta, que aumenta a circulação de animais em regiões mais próximas da faixa de banho. Outro momento importante é a utilização das regiões protegidas pelos arrecifes. Para que essa barreira natural seja mais efetivo, o ideal é que os arrecifes estejam aparentes ou próximos de emergir, condição normalmente associada à maré baixa. Quando a maré fica cheia e os arrecifes ficam submersos, os animais conseguem ultrapassar essa barreira com mais facilidade, aumentando a possibilidade de contato com banhistas. Também é fundamental respeitar a sinalização das praias e seguir as orientações dos guarda-vidas, que acompanham todos os dias as condições do mar e contribuem para a segurança de todos.
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Com informações Metropoles


