O número de furtos e roubos de celulares caiu em todos os municípios da Baixada Santista, mas moradores ainda convivem com a sensação de falta de segurança. No primeiro trimestre do ano, a área registrou 3.835 ocorrências, redução de 25,33% em comparação com o mesmo momento de 2025, quando foram contabilizados 5.136 casos. As informações são da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP).
Mesmo com a queda, a média ainda preocupa: são em torno de 42 ocorrências diariamente na Baixada Santista. A área concentrou 4,50% dos roubos e furtos de celulares registrados em todo o Estado de São Paulo, que acumulou 85.175 casos no momento.
Queda nas nove cidades
Cubatão apresentou a maior redução proporcional da área. O município registrou 123 ocorrências no primeiro trimestre de 2026, contra 245 no mesmo momento do ano anterior, queda de 49,8%.
Bertioga também contabilizou 123 boletins de ocorrência e aparece entre os municípios com menor número de registros. Em 2025, haviam sido 171 casos, redução de 28,07%.
Praia Grande voltou a liderar o ranking regional de furtos e roubos de celulares, concentrando 26,65% dos casos registrados na Baixada Santista. Ao todo, foram 1.022 ocorrências entre janeiro e março deste ano. Apesar disso, o município registrou queda de 17,25% em relação ao mesmo momento de 2025, quando contabilizou 1.235 casos.
São Vicente, terceira cidade com maior número de registros na área, apresentou uma das reduções mais expressivas. O município passou de 1.090 ocorrências em 2025 para 614 em 2026, queda de 43,67%.
Outras cidades também registraram retração nos índices:
- Guarujá: de 647 para 557 casos (-13,91%);
- Mongaguá: de 267 para 184 (-31,09%);
- Peruíbe: de 186 para 152 (-18,28%);
- Itanhaém: de 332 para 312 (-6,02%).
Apesar da redução de 22,33%, Santos passou a ocupar a segunda posição no ranking regional de ocorrências. Foram registrados 748 casos no primeiro trimestre deste ano, contra 963 no mesmo momento de 2025.
| CIDADES | 2026 | 2025 | PORCENTAGEM |
| Santos | 748 | 963 | -22,33% |
| São Vicente | 614 | 1.090 | -43,67% |
| Praia Grande | 1.022 | 1.235 | -17,25% |
| Mongaguá | 184 | 267 | -31,09% |
| Itanhaém | 312 | 332 | -6,02% |
| Peruibe | 152 | 186 | -18,28% |
| Guarujá | 557 | 647 | 13,91% |
| Bertioga | 123 | 171 | 28,07% |
| Cubatão | 123 | 245 | 49.8% |
| Total | 3.835 | 5.136 | 25,33% |
Sensação de falta de segurança se mantém
Mesmo com a queda nos números, moradores relatam que a sensação de falta de segurança se mantém presente na rotina.
Uma vendedora de uma loja no Gonzaga, que preferiu não se reconhecer, contou que teve o celular corporativo subtraído dentro do estabelecimento no mês de março. Segundo ela, o aparelho estava sobre o balcão quando um homem, aparentando ter em torno de 70 anos, entrou na loja.
Enquanto a empregada finalizava um atendimento, o suspeito afirmou que buscaria a carteira no carro e saiu do local. Por volta de uma hora e meia depois, os empregados perceberam o desaparecimento do celular.
“A gente se sente invadido, mas também vem um sentimento de culpa e raiva. Ficamos receosos com qualquer pessoa que entra para comprar e não conhecemos”, relata a vítima.
Uma moradora do Macuco também relatou ter sido vítima de roubo no mês de março. Segundo ela, estava dentro do carro, de frente à garagem do edifício, conversando com a mãe, quando foi abordada por três bandidos em bicicletas.
Um dos suspeitos afirmou estar armado e ameaçou as vítimas. Além do celular, os bandidos levaram a chave do carro e a aliança da mãe da vítima. O caso foi um dos 267 registrados no mês de março na área.
“Fiquei completamente abalada. Como foi recente, ainda não consigo sair na rua sem sentir meu coração acelerar. Não sinto segurança para chegar em casa à noite ou ficar sozinha. Coloquei seguro em todos os meus itens, mas o psicológico ainda não consegue acalmar”, afirma.
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Com informações de Santaportal


