Uma operação surpresa realizada através do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) achou irregularidades em almoxarifados e unidades de saúde da Baixada Santista durante a 2ª Fiscalização Ordenada de 2026, realizada na próxima quinta (7).
De acordo com o TCE-SP, o levantamento reconheceu desperdício de mais de R$ 4,3 milhões em remédios descartados no estado, principalmente por vencimento dos produtos antes da distribuição. Na Baixada Santista, as irregularidades foram registradas em todas os municípios da área, com exceção de Bertioga e Peruíbe.
A ação mobilizou mais de 380 auditores em 300 municípios paulistas e revelou problemas como infiltrações, presença de mofo, remédios vencidos, armazenamento inadequado e falhas no controle de estoque.
Cubatão
Em Cubatão, os auditores encontraram divergências entre o estoque físico e o sistema de controle no almoxarifado da USF Nova República. Também foram reconhecidos insumos e remédios armazenados em embalagens terciárias, além de infiltrações no local.
Em informe, a Secretaria de Saúde de Cubatão informou que as medidas corretivas já foram iniciadas, com parte das inconsistências sanadas de imediato. “O compromisso da Administração Municipal é com a eficiência total na aplicação dos recursos da saúde”, diz o posicionamento.
Itanhaém
Já em Itanhaém, o almoxarifado central apresentava janelas sem proteção contra luz solar, presença de mofo e falta de vedação adequada, permitindo a entrada de insetos. Os fiscais também encontraram remédios armazenados em embalagens inadequadas.
Na USF Suarão, os auditores reconheceram remédios expostos ao sol e divergência no estoque de amoxicilina com clavulanato de potássio: o sistema registrava unicamente quatro unidades, enquanto a contagem física apontou 129 caixas. A unidade também não possuía farmacêutico responsável, contando unicamente com três estagiários.
A Secretaria de Saúde da cidade informou que as medidas corretivas já foram iniciadas, com parte das inconsistências sanadas de imediato.
Guarujá
Em Guarujá, o almoxarifado central tinha extintor de incêndio com validade vencida e funcionava sem Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). O TCE-SP também achou infiltrações, degradação no forro, indicativos de umidade nas paredes e remédios vencidos, incluindo insulina.
A Prefeitura Municipal de Guarujá esclarece que a unidade passou recentemente por reforma, incluindo melhorias no parque tecnológico destinado à conservação de remédios termolábeis. Quanto as infiltrações apontadas, a gestão relata que são situações pontuais e já estão no cronograma para receberem manutenção a contar da semana que vem.
Praia Grande
Em Praia Grande, os fiscais encontraram remédios armazenados na porta da geladeira, além de infiltrações, mofo e remédios expostos à luz solar.
Mongaguá
Em Mongaguá, a fiscalização achou na remédios colados na parede, próximos a outros objetos e tomadas, presença de mofo e falta de termo-higrômetro na USF Agenor de Campos.
Em informe, a Secretaria Municipal de Saúde informou que já fica adotando as providências necessárias referentes aos apontamentos realizados durante a fiscalização.
“Em relação às questões estruturais identificadas, foi solicitada a remoção do material junto à equipe de limpeza da unidade, sendo a situação prontamente sanada. A unidade seguirá sendo monitorada. Sobre o apontamento referente à ausência de farmacêutico na unidade, a Secretaria esclarece que o Município passou por um processo de descentralização da farmácia municipal, visando ampliar o acesso da população aos medicamentos e reduzir filas e deslocamentos”.
Santos
Já em Santos, a Policlínica Areia Branca foi destacada por manter remédios em geladeira sem controle de temperatura. A unidade também não possuía farmacêutico responsável nem termo-higrômetro, equipamento usado para monitorar temperatura e umidade do ambiente.
O relatório do TCE-SP ainda apontou problemas estruturais em unidades de saúde de todo o estado. Mais de 55% dos edifícios fiscalizados operavam sem AVCB, enquanto 73% das farmácias visitadas apresentavam falta de remédios essenciais, como psicofármacos e remédios para diabetes.
De acordo com o órgão, as falhas de controle de estoque e armazenamento comprometem o abastecimento das unidades e podem afetar diretamente o atendimento à população.
A Prefeitura Municipal informou que que foi notificada nesta quinta-feira (7) e já iniciou as adequações solicitadas através do órgão na unidade.
São Vicente
Em São Vicente, insumos da saúde foram identificados com itens encostados na parede, próximos à janela no almoxarifado. Os fiscais também encontraram mofo na unidade.
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Com informações de Santaportal


