O povo do litoral de São Paulo pode confrontar dificuldades para pedir comida por App nos dias 31 de março e 1º de abril. Isso porque os entregadores que utilizam motos e bicicletas anunciaram uma paralisação para pressionar as plataformas de delivery por melhores condições de trabalho e reajustes na remuneração.
Atualmente, a área conta com em torno de 30 mil trabalhadores atuando neste setor.
O movimento, que ocorre em todo o país, reivindica uma taxa mínima de R$ 10 por entrega, o aumento do valor pago por quilômetro rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50, a limitação do raio de atuação das bicicletas a três quilômetros e a remuneração integral de cada pedido quando múltiplas entregas são agrupadas em uma mesma rota.
Além do que, também pretendem denunciar práticas consideradas antissindicais, como incentivos financeiros promovidos por algumas empresas para desencorajar a participação na paralisação.
Adesão no litoral de São Paulo
A greve fica sendo coordenada pelas redes sociais e já conta com a adesão de trabalhadores em 20 estados.
No litoral, as maiores concentrações de entregadores estão em Santos, Guarujá, Cubatão, São Vicente e Praia Grande.
A planejamento regional espera mobilizar em torno de seis mil entregadores nos dois dias de paralisação.
Dessa vez, a estratégia foi alterada. Em outras ocasiões, as paralisações ocorriam aos finais de semana para afetar financeiramente as empresas.
No entanto, desta vez, o movimento foi transferido para segunda e terça-feira, pretendendo atingir a imagem das plataformas.
A intenção é diminuir os impactos sobre trabalhadores que utilizam os aplicativos unicamente nos finais de semana para complementar a renda.
Desafios da categoria
A falta de consciência de classe é destacada como um dos principais desafios para a mobilização dos entregadores. A maior parte dos trabalhadores impede envolvimento com sindicatos, o que dificulta a planejamento da categoria.
Apesar disso, chefes do movimento afirmam que a relação direta com os entregadores nas ruas tem facilitado o diálogo e ampliado a adesão ao protesto.
A paralisação dos entregadores por App na Baixada Santista reflete um movimento nacional em busca de melhores condições de trabalho.
Com a adesão prevista de milhares de profissionais, os próximos dias conseguirão testar a capacidade de planejamento da categoria e a resposta das plataformas de delivery.
Com informações do Jornal da Orla*
Com informações do Diario do Litoral

