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Notícias

Conta de luz e saúde são vilões da inflação; preços de alimentos caem

29 de julho de 2026

BrasilÍndice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo ficou em 4,52% no acumulado de 12 meses até julho, segundo dados divulgados através do IBGE Arthur Menescal/Especial O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), considerado a prévia da inflação, foi de 0,06% deste mês de julho, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos nove grupos pesquisados, cinco registraram elevação e outros quatro tiveram queda. As principais influências foram habitação e alimentação e bebidas. As informações foram divulgados na próxima terça (28/7).

A energia elétrica residencial, os itens de higiene pessoal e os planos de saúde puxaram o índice para cima. O refresco no bolso veio de alimentação e bebidas, inclusive o subgrupo alimentação no domicídio, com recuo de 1,14%.

No acumulado de 12 meses, a inflação acumula alta de 4,52%. No ano, ou seja, no acumulado de janeiro a julho do IPCA-15 a elevação corresponde a 3,51%.

“Vilões” No mês de julho de 2026, o grupo com o maior impacto na inflação foi habitação que acelerou  0,97%. “Vilão” do mês, o setor respondeu por 0,15 ponto percentual da inflação de julho.

do

A alta do grupo de habitação foi puxada principalmente através da elevação em energia elétrica residencial, que subiu 3,03%. A subida foi resultado da vigência da bandeira tarifária amarela, que impõe a cobrança adicional de R$ 1,885 para cada 100 Kwh consumidos, mas também da incorporação de reajustes tarifários em algumas localidades. Um dos exemplo é Curitiba, onde o item teve alta de 19,55% no preço.

O segundo grupo com maior elevação foi o de saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,28% e impacto de 0,04 ponto percentual no índice.

O destaque em saúde e cuidados pessoais foi a elevação de 0,51% em higiene pessoal. Só o subitem perfume teve aumento de 1,74% no preço. O subgrupo plano de saúde teve aumento de 0,42%. O motivo foi a incorporação do reajuste autorizado através da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS):

Para os planos contratados depois de a Lei nº 9.656/98, o percentual é de até 5,11%, com vigência a contar de maio de 2025 e cujo ciclo se termina no mês de abril de 2026; Para os planos contratados antes da Lei nº 9.656/98, os percentuais autorizados foram de 5,52% e 6,20%, a depender do plano. “Mocinhos” O que puxou o índice geral para baixo foi a retração nos preços de alimentação e bebidas, com recuo de 0,66% e impacto de 0,15 ponto percentual no índice.

O recuo do grupo de alimentos foi puxado principalmente através da alimentação no domicílio, que teve retraçaõ de 1,14% de junho para julho.

Os itens que mais contribuíram foram:

tomate (-19,95%); batata-inglesa (-10,03%); e café moído (-3,13%). Ainda no grupo de alimentação e bebidas, houve altas, casos da cebola (7,10%) e o pão francês (0,65%).

Variação de cada grupo no mês de julho: Alimentação e bebidas: -0,66%; Habitação: 0,97%; Artigos de casa: 0,19%; Vestuário: -0,33%; Transportes: 0,11%; Saúde e cuidados pessoais: 0,28%; Despesas pessoais: 0,08%; Educação: -0,04%; Comunicação: -0,02% Em 2026, o objetivo inflacionária é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual (com piso de 1,5% e teto de 4,5%). Se o acumulado em 12 meses ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, o objetivo é considerada descumprida.

De acordo com o relatório Focus, as previsões indicam que o IPCA fechará o ano em 5,12%.

Com informações de Metropoles

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