Mais de 27 mil moradores da Baixada Santista foram diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Através da primeira vez, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou dados sobre o autismo no Censo Demográfico de 2022, revelando que 1,6% do povo da área fica no espectro.
Os números traçam um panorama inédito sobre o TEA na Baixada Santista e reforçam a demanda crescente por políticas públicas voltadas à inclusão, saúde e educação que tem especialização. Ao todo, 27.834 pessoas diagnosticadas vivem nas nove cidades da área, o equivalente a 4,93% dos 548 mil casos registrados em todo o estado de São Paulo.
Entre os moradores diagnosticados, os homens representam a maioria dos casos, com 16.670 registros, o equivalente a 59,91% do total. Já as mulheres inteiram 11.734 diagnósticos. A faixa etária com maior incidência fica entre crianças de 5 a 9 anos, com 4.364 pessoas no espectro. Em seguida aparecem os grupos de 10 a 14 anos, com 3.233 casos, e crianças de até 4 anos, com 3.016 registros.
Praia Grande lidera número de diagnósticos
Praia Grande concentra o maior número de moradores diagnosticados com TEA na área. De acordo com o levantamento, 6.416 pessoas foram reconhecidas com o transtorno até 2022, o equivalente a 1,8% do povo da cidade. Entre os casos registrados, 3.882 são homens e 2.534 mulheres. A maior concentração também fica entre crianças de 5 a 9 anos, com 994 diagnósticos.
Santos aparece logo em seguida, com 5.295 pessoas no espectro, representando 1,3% do povo da cidade. Do total, 3.091 são homens e 2.204 mulheres. O município também chama atenção por registrar diagnósticos em faixas etárias mais avançadas, incluindo 13 pessoas entre 95 e 99 anos.
São Vicente contabilizou 4.810 moradores diagnosticados, enquanto Guarujá registrou 4.262 casos. Em ambas os municípios, os diagnósticos representam 1,5% do povo total, com predominância masculina e maior concentração entre crianças de 5 a 9 anos.
Mongaguá tem maior índice proporcional
Mongaguá apresentou proporcionalmente um dos maiores índices da área. De acordo com o IBGE, 2,5% do povo da cidade fica no espectro, totalizando 1.562 diagnósticos. Entre os moradores reconhecidos com TEA, 835 são homens e 727 mulheres. A faixa etária predominante também fica entre 5 e 9 anos, com 523 casos.
Em Itanhaém, foram registrados 1.765 diagnósticos, o equivalente a 1,6% do povo. Já Peruíbe soma 1.268 moradores no espectro, representando 1,9% do povo total da cidade.
Cubatão contabilizou 1.481 pessoas diagnosticadas com TEA, sendo 979 homens e 501 mulheres. De acordo com os dados, 310 crianças entre 5 e 9 anos estão no espectro no município.
Bertioga aparece com o menor número absoluto de diagnósticos da Baixada Santista. O município registrou 965 moradores com TEA até 2022, o equivalente a 1,5% do povo local. Dentre eles, 519 são homens e 445 mulheres. Diferente das demais cidades da área, a faixa etária predominante no município fica entre crianças de 0 a 4 anos, com 132 casos.
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Com informações de Santaportal


