A região da Baixada Santista registrou, no mês de março, o terceiro mês consecutivo de queda no número de acidentes de trânsito. Foram 415 ocorrências, uma redução de 13,18% em comparação ao mesmo momento do ano passado, quando o setor contabilizou 478 sinistros. As informações são do Infosiga, plataforma gerenciada através do Detran-SP.
Santos e Praia Grande concentram ocorrências de acidentes na Baixada Santista
Santos registrou 106 casos e concentrou a maior parte dos acidentes da área, sendo quatro deles fatais. No mês de março do ano anterior, o município havia registrado 117 ocorrências, o que representa uma redução de 9,4%. Na sequência, Praia Grande aparece com 75 registros, queda de 8,54% em relação aos 82 contabilizados em 2025.
Apesar dos números positivos, especialistas alertam que o cenário ainda exige atenção. De acordo com o engenheiro de trânsito Rafael Pedrosa, a queda pode não representar uma tendência consolidada, já que o aumento da frota e a sobrecarga do sistema viário seguem pressionando a mobilidade regional.
“Tendemos a ter um trânsito mais concorrido, com espaços disputados e, por consequência, um maior número de infrações e incidentes”, explica Pedrosa. O especialista destaca que os acidentes estão ligados à imprudência, mas também a problemas estruturais, como a falta de integração entre os municípios.
Quedas expressivas na área
Mongaguá apresentou a maior retração percentual da área. No mês de março de 2025, foram contabilizados 22 acidentes; em 2026, o número caiu para seis casos (queda de 72,73%), sem registros de óbitos. A redução também foi observada nos seguintes municípios:
- Cubatão: caiu de 39 para 21 casos (-46,15%);
- Bertioga: passou de 29 para 14 ocorrências (-51,72%);
- Itanhaém: registrou 16 casos, queda de 27,27%;
- Peruíbe: contabilizou 16 ocorrências, recuo de 11,11%.
Pedrosa reforça que a infraestrutura atual não comporta o volume de veículos, o que contribui para a sobrecarga das vias. “Não há uma harmonia entre as cidades, nem integração de sistemas, como semáforos inteligentes nas divisas. Isso impacta diretamente na fluidez e na segurança”, afirma.
Alta em Guarujá e São Vicente
Na contramão da tendência regional, duas cidades apresentaram aumento no número de ocorrências:
- Guarujá: subiu de 75 para 86 casos (alta de 14,67%);
- São Vicente: registrou 75 casos, sendo três fatais (eram 74 em 2025).
“O trânsito exige um senso de coletividade, mas o que vemos é o desrespeito às normas. Somado ao fluxo portuário e industrial, temos um cenário desafiador”, conclui o engenheiro. Como solução, ele aponta o investimento em tecnologias adaptativas, capazes de ajustar o tempo dos semáforos conforme o fluxo ao vivo.
| CIDADES | 2025 | 2026 | PORCENTAGEM |
| Santos | 117 | 106 | -9,4% |
| São Vicente | 74 | 75 | +1,35% |
| Praia Grande | 82 | 75 | -8,54% |
| Mongaguá | 22 | 6 | -72,73% |
| Itanhaém | 22 | 16 | -27,27% |
| Peruibe | 18 | 16 | -11,11% |
| Guarujá | 75 | 86 | +14,67% |
| Bertioga | 29 | 14 | -51,72% |
| Cubatão | 39 | 21 | -46,15% |
| TOTAL | 478 | 415 | -13,18% |
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Com informações de Santaportal


