Durante o inverno no Hemisfério Sul, a costa da Baixada Santista transforma-se em rota de passagem para diversas espécies marinhas. Pinguins, baleias e lobos-marinhos tornam-se presenças mais frequentes nas águas da área e, em alguns casos, acabam encalhando ou buscando descanso nas praias.
Segundo dados do Instituto Biopesca, o fenômeno ocorre em função das grandes rotas migratórias sazonais. Espécies como o pinguim-de-Magalhães e a baleia-jubarte deixam as águas gélidas da Patagônia e da Antártica e percorrem milhares de quilômetros na direção ao norte em busca de alimento, temperaturas mais brandas ou regiões adequadas para reprodução.
Muitas vezes, correntes marítimas mais fortes, exaustão física, desorientação ou quadros de debilidade de saúde fazem com que esses animais cheguem até a faixa de areia.
O que fazer ao avistar um animal marinho na praia
Ao encontrar qualquer animal marinho na areia, seja ave, tartaruga ou mamífero, o banhista deve manter distância e acionar imediatamente os órgãos de resgate ambiental.
“Ao avistar um animal na praia, a orientação central é manter distância, fazer silêncio, afastar cães e pedestres e entrar em contato imediato com equipes técnicas habilitadas para o manejo seguro”, adverte o Instituto Biopesca.
As diretrizes valem tanto para espécimes vivos e debilitados quanto para animais mortos.
- Não force o retorno à água: O animal muitas vezes encalha por exaustão ou doença; colocá-lo de volta ao mar pode provocar afogamento;
- Não alimente nem tente hidratar: Ingerir comida ou água inadequada pode agravar o quadro clínico;
- Não toque nem transporte: Espécies marinhas estressadas podem atacar para se defender e transmitem doenças zoonóticas;
- Isole a área: Afaste animais domésticos, mantenha silêncio e evite aglomerações e flashes ao redor.
Monitoramento e canais de resgate
O atendimento a essas ocorrências faz parte do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), exigência do licenciamento ambiental federal conduzido através do Ibama para as atividades da Petrobras na exploração e escoamento de petróleo e gás.
Na área, o Instituto Biopesca age na execução do Segmento 08, que cobre a orla entre Praia Grande e Peruíbe, prestando socorro veterinário a animais debilitados e coletando espécimes mortos para análises científicas.
Ao flagrar um animal marinho encalhado na faixa de areia, o povo pode acionar as equipes pelos seguintes canais:
- Central telefônica: 0800 642 3341 (horário comercial)
- Plantão e WhatsApp (24h): (13) 99601-2570 (aceita chamadas a exigir)
- Informações gerais: www.comunicabaciadesantos.com.br
Com informações de Santaportal


